quarta-feira, 20 de julho de 2011

quarta-feira, 19 de maio de 2010

CONFLITOS


Todo Ogro tem sérios problemas para lidar com situações de conflito.
Mas, todo Ogro tem seu lado sensivel, embora para a maioria dos mortais isto não é percebido.
Aqui uma contribuição para você Ogro ou não Ogro para melhorar sua compreensão sobre esse tema que é mais velho que sua avó, mas que a maioria das pessoas não sabe lidar.
Uns se afastam, se omitem, põem panos quentes: - "AH! Por favor, agora não! Vamos falar disso depois. Não me-venha-com-essa ladainha-de-novo! Você consegue estragar meu findi!"
Todo Ogro de-tes-ta conversar sobre NOSSA RELAÇÃO!!!
Quer mais informação?
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Qualquer coisa pode postar seu comentário ou tormento que eu te ajudo. Falô?

A ARTE DE DELEGAR!!!!


Você como eu se sente sobrecarregado com tanta coisa pra fazer no dia-a-dia?
Se você é OGRA e Dona de casa tem que ir no super, levar os guri pra escola, trampar, enfrentar fila em tudo que é lugar, transito, transito, engarrafamento, marginal, enchente, caminhão tombado na Marginal dessa bosta de cidade, com carro e mais carro (60 meses!!!), levar o maridão pra Congonhas, buscar o maridão que disse que o avião chegava as 19h e só chega as 23h., levar a guria no curso de inglês, pegar o pirralho na natação, TER QUE IR no coquetel de lançamento de um novo fio dental do outro lado da cidade e depois assistir uma bosta de um show em qualquer dos HALL (sempre abarrotado de mano!)!
Se é OGRO macho tá sempre reclamando da incompetência de seus subordinados. (OGRO só chama colaborador de subordinado e assistente de secretária - não consegue atualizar o vocabulário pro politicamente correto). Continua chamando de anão, cadeirante de paraplégico, GLSTBXJ de viado, e assim por diante!
Se acha que o tempo tá escorrendo de sua mão e a tensão no ombro tá te deixando corcunda e a dor contínua e insistente na lombar não passa nem com reza braba, tá na hora de APRENDER A DELEGAR, caso contrário pode encarar na próxima esquina um belo de um enfarto.
Pressa atenção!!
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Você pode também postar seu comentário que eu te ajudo.
AH! a locução é desse seu humilde OGRO.

sábado, 10 de abril de 2010

ROMEU & JULIETA: O OGRO NO PAPEL DO PRINCIPE DE VERONA


Aqui, algumas estrepolias de um OGRO mais novinho. cheio de alegria, saúde e criatividade, tentando uma carreira de artista, no papel de Prícipe de Verona na peça Romeo e Julieta.
Esta apresentação foi durante um Congresso nos anos de 1980.
Era muita curtição e pura alegria, com queridos amigos.
Inesquecível.
Se quer curtir acesse.
De um OGRO quase ATOR.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Maria Gadu

Esta cantora e esta música em especial balança o coração de qualquer Ogro.

Muuuuuuito lindja ça menina Maria Gadu.

Ouça com sua alma.

Chega de sertanejo, padoges e achés. Viva a boa MPB.

Aproveitando, uma dica: ouça o grupo Casuarina que logo fará parte deste Blog de tanta sensibilidade.

terça-feira, 6 de abril de 2010

O OGRO NO TEATRO !!!



O Ogro já fêz teatro. Esta apresentação fêz parte de um Congresso Internacioanal de Análise Transacional em 1985.
Esses anos foram anos dourados pela amizade de queridos amigos, muito aprendizado, muito choro em workshops de Renascimento, etc... e muita CRIANÇA solta fazendo estrepulias e aqui documentado em momentos de desfrute, prazer, afeto e amizade.
AH! que saudades de tanto carinho...
Como você pode observar - pelas brilhantes interpretações - um verdadeiro delírio e frenesí da platéia e (pena que cortou o final), este humilde Ogro com Ego maior que o próprio teatro, saiu carregado do palco num frenesi apoteótico de queremos Bis, queremos Bis...
Naquela ocasião recebeu o Prêmio Shell de Teatro e também o Moliére e o da Air France (extinto).

Filme BOM DIA!

Este filme em super 8 foi baseado no conto abaixo. Concorremos em um festival e ganhamos em 3º lugar.

Escrevi este conto em 1977.

Ê MORENA

Nininha alcançou rapidamente o sutien pendurado no cabide do tripé que havia pertencido a sua avó Nininha I.
O quarto cheirava frio-quente.
Sarro de cigarro, resto de meia e meia-porra misturava-se num caldeirão maior em sua mente.
Doce é o desejo. Suave a recordação. Ranço é o que sobra no ar após uma trepada sadia.
- “Putz! Será que estou sem pasta?”
A meia deslizava por sua perna moreno-temperô – SFIZZZZZZSS...
“Perfuma o hálito, enquanto limpa os dentes, Colgate!”, cantarolava cucamente, enquanto – SFIZZZSS - colocava outra meia na outra perna moreno-temperô.
FORA, os primeiros ruídos dos carros e ônibus carreava gente ao trabalho.
- “To atrasada. Caceta!, tirando um pentelho louro do lençol.
- “Não é meu”. Gozado, quando adolescente tinha visto uma amiga sua, “clarinha, clarinha”, tomando banho. Será daí seu desejo de possuir pentelhos claros?
Da cortina escapava uma linha do dia indo cair no travesseiro.
No travesseiro, cabeça loura dormindo.
Bruno não se incomodava com a luz na cara. Até gostava.
Era uma dificuldade hoje em dia arranjar pentelhos louros.
- “ Será que a poluição contribuiu para o escurecimento dos pêlos das pessoas?”
Nininha se adorava em raciocínios lógicos e sua capacidade de fazer analogias, sacar conclusões de coisas absurdas, faziam com que se achasse altamente criativa.
Precisava mandar consertar a torneira que pingava sem parar.
- “ Odeio torneiras que pingam!”
Tinha um certo medo da solidão, do vazio de uma torneira que pinga que traz as manhãs de cortinas cerradas.
“AH! Bruno e sua lourice”.
Mãos crispadas, mente excitada.
-“ Merda o trabalho. Ainda tenho um tempinho.”
Enfiou-se pelo lençol, colocando-se no corpo frio de Bruno.
O único problema era o corpo frio, gelado, de Bruno.
As mãos de Nininha torpedeavam Bruno: cabelos, pescoço, braços, tórax, peito, ventre, coxas, sexo, pernas, pés.
Lábios trêmulos desciam pelos pêlos do peito...
TRINNNNNN... “Bosta de relógio. Bruno iria acordar, saco!”
Com um tapa, atira longe o despertador que vai cair no tapete felpudo, ao lado da cama.
-“ Nininha, Nininha, você é de morte.”
Era assim que Nininha I – a avó – falava de si mesma.
Era assim que Nininha falava de si mesma quando aprontava alguma boa.
-“ Também sou gente e tenho direito de curtir uma boa antes do trabalho.” E depois, a satisfação era outra.
Fazer sexo pela manhã é uma loucura. A gente fica contente, contente e dizem, produz muito mais. Assim é.
Mãos crispadas procuram-se sob o lençol florido verde-rosa.
A cama começa a balançar, a gemer.
- “Ainda ta firme, a cama de ferro que herdei de vovó...”
NHEC, NHEC, NHEC.
- “Qual é a de Bruno. Não se excita, PÔ!”
Suas mãos procuram o sexo do companheiro e coloca-o de encontro ao seu.
- “ AH! Assim, assim, meu amor...”
Coração batendo. Respiração arfante.
Ê MORENA QUEM TEMPERÔ, MORENA QUEM TEMPERÔ O CHEIRO DO CRAVO
Nininha salta rápido da cama dirigindo-se ao banheiro.
Momentos depois, já vestida, abre as cortinas, tira o lençol verde-rosa (as cores de minha Escola), dá um beijo na testa de Bruno, desce os dedos pelo pescoço forte bronzeado e puxa a válvula PZISSSSSSSS...
- “ Ai Credo, que horror esta visão matinal de um homem se esvaziando, PZISSSSSS...
Sumindo. Sumindo, PZISSSSSS...
Rapidamente pega o boneco quase murcho amassa-o com as mãos e dobrando, enfia dentro de uma caixa em cima do guarda-roupa.
- “ Hoje estou linda!”
Ê MORENA QUEM TEMPERÕ, MORENA QUEM TEMPERÕ A COR DE CANELA.
Passa a mão pelo lençol amarfanhado e sai com um pentelho louro enrolado em seu dedo indicador.
- “ Meu Deus, se continuar assim Bruno vai ficar careca logo, logo.”

O elevador encontra-a rindo de seu altíssimo senso de humor.
Nas mãos a chave da porta e resto louro de Bruno.
Na boca um certo gosto amargo – “Perfuma o hálito, Colgate...”
Aperta a letra T e desce vitoriosa, dizendo-se – “ São Paulo!”