MEDO é a palavra, a energia.
Que senhor é este que permeia nossas vidas, passeando por todas as áreas: familiar, social, trabalho.
Que visitante inadequado, deselegante, inesperado - que entra sem pedir licença, sem anunciar-se?
Assombra faz presença, oprime e não deixa espaço para outras manifestações de energia emocional, como o afeto, a paz, a compaixão e a entrega.
Que medo é este que em sua cavalgada gera violência, muita violência.
Alimenta e nutre mais medo de :
. perder o controle, o poder
. ficar só, de separar-se
. sair de casa e de ficar em casa
. ser assaltado, morto, violentado, roubado
. ir ao futebol, ao cinema, ao parque, à praça
. andar pelas ruas
. seqüestro
. perder o emprego
. manter o emprego
. do futuro e do hoje
. sorrir
. acessar a tranqüilidade e a paz interior ?
Medo do que virá, das mudanças, da transformação.
Meu Deus, quanto medo!!!
Como lidar com este senhor, representante máximo da sombra ?
Como administrar realidade tão confusa e com tanta perplexidade?
A prática perversa da fragmentação e da separatividade, na vã tentativa de deixar o medo lá fora e trancar os portões, encerrar-se em jaulas eletrônicas, agarrar-se em séquitos de seguranças e consumir todos os cadeados, travas e presilhas só adiciona fragilização ao ser humano já tão fragilizado.
E o ser frágil sente-se impotente e aí instala-se o caminho, de portas abertas e tapete vermelho, para a entrada triunfal do medo .
Lutar contra o medo é perder o poder interior para enfrentá-lo.
Lutar com o medo é não atacar e tão pouco defender-se .
A maioria das pessoas equivoca-se ao tratá-lo como inimigo que deve ser sumariamente abatido, extinguido da face de suas existências.
Doce ilusão de que a morte do medo dá vida à alegria, prazer, afeto... A tentativa de sua extinção está na ilusão da ausência da sombra e permanência constante da luz.
O dia precisa da noite como esta da luz do dia.
O medo precisa de nossa existência como nós da sua presença.
Esse processo excludente nos tem levado a enganos e como decorrência a muitos conflitos e muita dor.
A clareza da compreensão da realidade minimiza nossas inquietações e nossos conflitos.
A simples aceitação de sua existência e o dar boas vindas a sua presença nos fortalece e expande nossa consciência.
Eleva a auto-estima e nos faz mais próximos de nós mesmos. Tornamo-nos mais dignos como seres humanos e assim mais próximos do Divino.
WHJ

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