quinta-feira, 15 de outubro de 2009

VOCÊ GOSTA DE AMARULA???

Meu caro curioso, você que é chegado a um licor de amarulla - melhor dizendo - "um bom mé!", fique ligado nesses nossos pobres e inocentes animais do vídeo desfrutando do prazer do sexo, drogas e dancinha da garrafa...

Eles não dirigem e nem poderiam dirigir, por conta da lei seca nas estradas, e detonam a manguaça, numa boa.

É só balançar a árvore.

Que bom que nas savanas da Africa, eles transitam e se divertem com esse natural afrodizíaco, não engarrafado, extremamente alcoolizado, sem bafômetro e multa.

Esse é o verdadeiro instinto animal, que habita também dento de você.

Dê boas risadas dos animais ( e de você mesmo) !!!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

DESAFIOS: VAI ENCARAR?






Ogro que é Ogro adora um desafio!
E você? Vai encarar?
Tire a bunda de sua cadeira preferida, dá um tempo de novela, saia da zona de conforto e se jogue na vida.
Mire-se no exemplo das mulheres de Atenas!
Coragem, meu amigo, coragem.
Pensa que é fácil ficar pendurado feito macaco numa alta altura, daquelas que você não encherga o chão?
Então... tudo na vida é um lindo desafio.
Dê uma olhada nesse vídeo e - acredite - não é fake - ou se fôr, dane-se, pois as imagens sãp estimulantes como exemplo de superação, e isto é o que vale.
Quanto você tem se superado ultimamente?
De novo: as trilhas do dia-a-dia são um saco, não é mesmo?
Levar as crianças na escola, ir na padaria, no supermercado, shopping, ficar parado na marginal ouvindo a CBN e com uma ótima notícia de o trânsito hoje tem 140 km. de congestionamento!!!
E você respira fundo e pensa: "Ai que legal! 140 Km.!
Vai fazer uma coisa diferente este final de semana?
Ou vai sentar-se na sua confortável cadeira na areia poluida de sua praia preferida e encher o carão de caipirinha e continuar na sua trilha confortável e não experimentar nada diferente.
Não está na hora de se superar e encontrar novos desafios?
E por hoje, chega!

REFLEXÕES SOBRE O MEDO: VIVA A OUSADIA!







MEDO é a palavra, a energia.

Que senhor é este que permeia nossas vidas, passeando por todas as áreas: familiar, social, trabalho.
Que visitante inadequado, deselegante, inesperado - que entra sem pedir licença, sem anunciar-se?
Assombra faz presença, oprime e não deixa espaço para outras manifestações de energia emocional, como o afeto, a paz, a compaixão e a entrega.

Que medo é este que em sua cavalgada gera violência, muita violência.
Alimenta e nutre mais medo de :
. perder o controle, o poder
. ficar só, de separar-se
. sair de casa e de ficar em casa
. ser assaltado, morto, violentado, roubado
. ir ao futebol, ao cinema, ao parque, à praça
. andar pelas ruas
. seqüestro
. perder o emprego
. manter o emprego
. do futuro e do hoje
. sorrir
. acessar a tranqüilidade e a paz interior ?

Medo do que virá, das mudanças, da transformação.

Meu Deus, quanto medo!!!


Como lidar com este senhor, representante máximo da sombra ?
Como administrar realidade tão confusa e com tanta perplexidade?

A prática perversa da fragmentação e da separatividade, na vã tentativa de deixar o medo lá fora e trancar os portões, encerrar-se em jaulas eletrônicas, agarrar-se em séquitos de seguranças e consumir todos os cadeados, travas e presilhas só adiciona fragilização ao ser humano já tão fragilizado.

E o ser frágil sente-se impotente e aí instala-se o caminho, de portas abertas e tapete vermelho, para a entrada triunfal do medo .
Lutar contra o medo é perder o poder interior para enfrentá-lo.

Lutar com o medo é não atacar e tão pouco defender-se .
A maioria das pessoas equivoca-se ao tratá-lo como inimigo que deve ser sumariamente abatido, extinguido da face de suas existências.

Doce ilusão de que a morte do medo dá vida à alegria, prazer, afeto... A tentativa de sua extinção está na ilusão da ausência da sombra e permanência constante da luz.
O dia precisa da noite como esta da luz do dia.
O medo precisa de nossa existência como nós da sua presença.

Esse processo excludente nos tem levado a enganos e como decorrência a muitos conflitos e muita dor.
A clareza da compreensão da realidade minimiza nossas inquietações e nossos conflitos.

A simples aceitação de sua existência e o dar boas vindas a sua presença nos fortalece e expande nossa consciência.
Eleva a auto-estima e nos faz mais próximos de nós mesmos. Tornamo-nos mais dignos como seres humanos e assim mais próximos do Divino.

WHJ




AS CAUSAS




Os crepúsculos e as gerações
Os dias e nenhum foi o primeiro
A frescura da água na garganta
de Adão. O ordenado paraíso.
O olho decifrante na penumbra
Os amores dos lobos na alvorada.
A palavra. O hexâmetro. O espelho.
A torre de Babel e a soberba.
A lua que miravam os caldeus.
As areias inúmeras do Ganges.
Chuang-Tzu e a borboleta que o sonhara.
E nas ilhas, de ouro, as macieiras.
Os passos do errante labirinto.
O infinito tecido de Penélope.
O tempo circular para os estóicos.
A moeda na boca de quem morre.
O peso de uma espada na balança.
Cada gota de água na clepsidra.
As águias, os fatos, as legiões.
César na madrugada de Farsália.
A sombra de umas cruzes pela terra.
O xadrês e a álgebra do persa.
Os rastros das compridas migrações.
As conquistas dos reinos pela espada.
A bússula incessante. O mar aberto.
O eco do relógio na memória.
O rei por uma adaga justiçado.
O incalculável pó que foi exércitos.
A voz do rouxinol na Dinamarca.
A escrupulosa linha do calígrafo.
O rosto do suicida que se espelha.
O naipe do taful. O ávido ouro.
As formas de uma nuvem no deserto.
Cada arabesco do caleidoscópio.
Cada remordimento e cada lágrima.
De todas essas coisas foi preciso
Para que as nossas mãos se encontrassem.

Jorge Luis Borges

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

TRILHA PARA SER UM SEGUIDOR




TRILHA PARA ACESSAR O BLOG PARA QUEM NÃO TEM MUITA EXPERIÊNCIA OU DNA VENCIDO (DATA DE NASCIMENTO ANTIGA)
BOM SE VOCE ESTA AQUI, É SINAL QUE JÁ ENTROU. LEGAL!
VOCE VERÁ AS POSTAGENS DO MÊS. TODO BLOG ESTÁ ESTRUTURADO POR MÊS.
QUER VER AS OUTRAS?
HAAA! COMO ??
EM AZUL DO LADO DIREITO TEM O " ARQUIVO DO BLOG " AÍ ESTAO TODAS AS OUTRAS . CLICANDO NO MÊS VOCE VAI PODER TER ACESSO A ESSAS POSTAGENS ...
PUXA QUE FOTO LINDA ..!!! MAS TÁ PEQUENA... VOU TER QUE PEGAR A LUPA ...???
CALMA, NAO PRECISA ...
CLICANDO SOBRE A IMAGEM, ELA FICARÁ GRANDE E BEM MAIS VISIVEL...
E COMO ASSISTIR OS VIDEOS?
CLICAR NA SETA DE PLAY QUE FICA NA PARTE DE BAIXO DO VIDEO E AGUARDAR ALGUNS SEGUNDOS ( DEPENDENDO DO BOM HUMOR DO SEU PC ) E JÁ COMEÇA...
COMO SER UM SEGUIDOR?
E PARA ME CONHECER MELHOR BASTA CLICAR NA MINHA FOTO.
SIMPLES DO LADO DIREITO ONDE ESTÁ ESCRITO " JA É MEMBRO FAÇA SEU LOGIN"
E SIGA OS PASSOS....
SEJA BEMVINDO!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

HOMENAGEM AOS FUMANTES ....

Eu fumo. Todo OGRO fuma cigarro, charuto. Muitos fumam maconha!

Mas OGRO que tem caráter também acha feio fumar em lugar fechado, com ar condicionado, em avião, etc. Respeita o ar dos não-fumantes.

É uma opção. Neste momento fumar, dizem que é doença. Bastam as minhas.

Sofro de ISS - Sindrome do Intestino Irritadiço (não pode comer nada que irrite os instestino!)

Taámbém tenho SPE - Sindrome da Perna Ensandecida (sabe, quando você está quse dormindo e os pernão dá uns pulo?).

Agora, com essa nova lei do Serra-Dráuzio (já viram a cara de saúde deles??) estão perseguindo os doentes do tabagismo feito leprosos.

Na idade média, leproso não tinha vez de entrar no castelo e ficava pra lá da fossa.

É assim que estão tratando da gente. Pra lá da fossa. Feito leproso.

Já foi ao Aeroporto de Congonhas depois dessa lei nazista?

Não tem onde fumar, pois a calçada que circunda o aeroporto é toda coberta de marquise.

Ou fuma na rua ou não fuma.

Idem no Hotel Transamérica.

Recentemente estive a um Congresso neste local que é todo rodeado de marquise e os congressistas - senhoras elegantemente trajadas - tinham que fumar na rua ou no estacionamento.

Saúde é uma opção?

E doença, também não é?

Vida é uma opção?

E morte, não pode ser porquê?

Em nome de quem? Da economia? De Deus? Dos homens???

Neste video uma homenagem ao nosso querido governador e seu intimo amigo médico, garoto propaganda e sabichão (já viram ele no Fantástico? - é um verdadeiro arauto da saúde!)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

AMIGOS PARA SIEMPRE


CLIQUE NA FOTO
RETALHOS DE UM PEDAÇO DE MINHA VIDA REPLETA DE ALEGRIA, CARINHO E PRAZER DE ESTAR JUNTOS.
MOMENTOS VIVIDOS COM PESSOAS ESPECIAIS.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

PALAVROES

Todo OGRO que se preze não gosta de falar palavrôes.

Mas, de vez em quando é impossível deixar de utilizar expressões chulas.

Não que isso faça parte de meu vocabulário cotidiano, mas é uma maneira de expressar de modo muito contundente aquilo que a gente está sentindo.

E... OGRO também sente.

E quando isso ocorre dá vontade de mandar as pessoas a PUTA-QUE-O-PARIU!!!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

LEITE QUENTE REFRESCA A MENTE


"Se com a idade, a gente dá para repetir casos antigos, palavra por palavra, não é por cansaço da alma, é por esmero.

É para sí próprio que um velho repete sempre a mesma história, como se assim tirasse cópias dela, para a hipótese de a história se extraviar".

Fonte: livro Leite derramado de Francisco Buarque de Holanda.

Ôoooooo coisa linda do poeta Xico.

E tem mais: "Ao passo que o tempo futuro se estreita, as pessoas mais novas têm de se amontoar de qualquer jeito num canto da minha cabeça.
Já para o passado tem um salão cada vez mais espaçoso onde cabem com folga meus pais, avós, primos distantes e colegas da faculdade que eu já tinha esquecido, com seus respectivos salões cheios de parentes e contraparentes e penetras com suas amantes, mais as reminiscências dessa gente toda, até o tempo de Napoleão.
... recordo cada fio da barba de meu avô, que só conheci de um retrato a óleo."
Idem, do mesmo poeta.
O livro é imperdível.
Principalmente para quem, como esse Ogro carcomido, consegue identificar-se com tamanha sabedoria.
Coisa mais linda sô!

AQUELE ABRAÇO

Abraçar é uma maneira linda de expressar afetividade, amizade e carinho das pessoas de quem a gente gosta.
E como é gostoso abraçar, de modo incondicional, sem receio de ser rejeitado, reprimido.
E essa manifestação deixa qualquer Ogro desarmado.
E para desarmar Ogro não é fácil.
Mas todo Ogro também gosta de sentir-se acolhido e querido.
Aqui, um registro de pessoas amigas, num momento de muita descontração.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A BAIA DO OGRO

A simplicidade é uma busca permanente de qualquer OGRO que se preze. Vida frugal, contato com a natureza, rodeado de verde, plantas, flores e muita harmonia.

OGRO precisa de paz - de vez em quando! Na maioria daz vezes tá metido em confusão com torcida organizada, fazendo baderna, algazarra, falando alto, arrotando e sem medo nenhum de peidar e ser feliz.

Pobres OGROS que só entram em contato com o instinto mais primitivo e só é movido por necessidades básicas, tipo: fome, sêde, sono. Motivação periférica.

AH! Mas a sensibilidade aflora quando vê uma flor. Neste momento é capaz de chorar, principalmente quando tá manguaçado, encharcado de cahaça.

Nesses raros momentos é capaz de recitar lindos poemas ou lembrar-se de algum trecho de livro que leu (sem querer) do tipo por exemplo, do filósofo ECKHART TOLLE quando fala da beleza de uma flor que pode despertar os seres humanos para um novo patamar de consciência, ainda que por breve momento e que diz: "O início do reconhecimento da beleza foi um dos acontecimentos mais significativos na evolução da consciência de nossa espécie".

terça-feira, 2 de junho de 2009

A CASA DO OGRO TEM MACACOS

OGRO TAMBÉM SE DIVERTE!

CLUBINHO DA AMIZADE



O Ogro também foi jovem e tinha cabelo.

Desafio aos seguidores: Quem é o OGRO nesta foto.

Esta imagem é um momento muito lindo dos componentes do Clube da Amizade.

Esta amizade permanece até agora, há mais de 40 anos!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Janus à espreita



antes o outro era até um amparo; tínhamos medo, quando muito, de alma de outro mundo.
De que se tem medo agora? Do outro, porque é eventual ameaça feroz

Na religião romana da Antiguidade, há um deus chamado Janus, sempre representado por uma cabeça com dois rostos opostos, de modo a olhar para a frente e para trás; essa divindade era considerada protetora dos começos, isto é, da hora inicial do dia e do primeiro mês do ano (Januarius), pois abria e fechava todas as coisas e guardava o passado (ano findante) e o futuro (ano novo).

Para proteger inícios e términos vitais, o francês Marcel Proust publicou, nas primeiras décadas do século 20 (usando primeira pessoa e produzindo um monólogo interior em 16 volumes), uma das mais importantes obras de toda a literatura: “ Em Busca do Tempo Perdido”. É provável que o escritor quisesse viver no romance aquilo em que acreditava, ao afirmar que “certas recordações são como os amigos comuns: sabem fazer reconciliações”.

Recordações! Olhar para trás e reconciliar-se com o futuro! É claro que o fundamental não é procurar o tempo perdido, mas, isto sim, aquilo que no tempo se perdeu e não deveria tê-lo feito. Lembramos o que já se foi para orientar o desejo daquilo que deve vir. No entanto a maior parte das pessoas em nossa época vem se preocupando mais com as metas (que são pontos de chegada) do que com princípios (que são pontos de partida).

Quais deveriam ser, então, os nossos valores? Garantir a integridade da vida, promover a sinceridade das relações interpessoais, realizar a lealdade fraterna e fortalecer a fidelidade ao solidário? Os valores são exatamente os princípios (os começos protegidos por Janus...) e constituem o amálgama que agrega e orienta as atitudes individuais para a efetivação das intenções e finalidades de uma coletividade; valores são referências de conduta (grupal e pessoal) em torno das quais um coletivo compreende e legitima o exercício de suas atividades conjuntas; valores representam a possibilidade de convergência honesta dos propósitos usualmente dispersos na convivência multifacetada e, quando apropriados (tornados próprios) por cada um, diminuem o risco de artificializar e retirar autenticidade dos contatos presentes no cotidiano.


Assim caminha a humanidade... Caminha em conjunto? Caminha camuflada e amendrontada? Caminha agora mais sozinha do que antes? Caminha em direção ao outro?

Basta um exemplo a bem recordar: há poucas décadas, independentemente do tamanho da cidade, quando alguém, tarde da noite,saía a pé de algum lugar (trabalho, escola, igreja, clube etc.) e caminhava só em direção ao próprio lar, ouvir passos de outra pessoa representava um certo alívio: Agora vou ter companhia! E os dois seguiam andando juntos...Hoje, quando, na mesma circunstância, são ouvidos ruídos humanos, já se pensa: meu Deus do céu, vem vindo alguém... O que aconteceu? Que princípio foi violentado?Antes o outro era até um amparo; tínhamos medo, quando muito, de alma de outro mundo.

De que se tem medo agora? Do outro, porque, em vez de ser alguém que pode nos proteger, é eventual ameaça feroz.

No século anterior ao de Proust, o poeta inglês George Gordon Byron nos desafiava, dizendo que “a recordação da felicidade já não é felicidade; a recordação da dor ainda é dor”. Por isso é preciso reviver o relato inserido no princípio da Bíblia judaico-cristã, no qual há um trecho conhecido (e muito esquecido). Logo após a narrativa do primeiro assassinato e do conseqüente estilhaçamento original da fraternidade (a ser refeita), o Criador procura o criminoso, que,cinicamente, alega isenção. “O Senhor disse a Caim: - Onde está o teu irmão Abel? – Não sei – respondeu ele – Serei eu o guarda de meu irmão?”

Pergunta e resposta continuam ecoando nestes novos recomeços...

Mario Sergio Cortella.

LIÇÃO DE CASA






Para criar o novo temos que entregar o velho . Transmutar o velho em novo: eis o grande desafio.

Vivenciar esta realidade traz confusão e perplexidade, pela falta de clareza interior.

Urge a construção de pontes interiores para que a saúde e a sabedoria sejam livremente conectadas.

Criar novas vias de acesso do interno para o externo, com ausência de pedágios, significa rever modelos e hábitos mentais próprios.

Entenda a sua responsabilidade e compromisso nisto: no despertar do adormecido.

A realidade está nos confrontando rapidamente e com extrema potência: não há mais espaço para o descuido.

A utopia da busca do entendimento global inicia com a limpeza a arrumação do próprio quintal interno.

E como você está lidando com o seu espaço interior, com o seu ser? Qual tem sido o custo do pedágio para seus conflitos, inquietações, incongruências e angústias?

Propor colaboração, transparência, participação, negociação, consenso para fora, requer profunda reflexão para dentro.

Na tentativa de abarcar a totalidade da realidade, pode-se correr o risco da grandiosidade, generalização e como consequência a frustração, confusão e sensação de impotência.

Um exercício útil, na busca de novos caminhos para a harmonia, é a revisão dos próprios paradigmas (valores, crenças, pensamentos, experiências, e os apegos aos modelos do passado), pois o desequilíbrio externo nada mais é do que o próprio reflexo interno do ser.

Para entender e respeitar os Direitos Humanos precisamos percorrer árdua trilha: transformar novamente o Ser Humano. Reflita sobre isto por alguns momentos. Sei que o seu tempo é precioso.

Medite apenas por três minutos. Ouça o seu silêncio interior.

É uma tarefa de casa bastante simples, singela e prazerosa.

CRENÇA: ATO DE FÉ NO AMOR



Minha crença básica é no ser humano. Na sua capacidade incessante de autonomia. Na ação constante e natural pela preservação da vida e tudo que a ela diz respeito. Por isto creio. Na matéria e no pó . Na transmutação. No visível e no que existe além disto. No infinito porque é impossível. Creio no possível e mais além. Creio na fluidez do líquido. No espaço. Na possibilidade de mais enxergar.
Na sinergia, no cosmos e no caos.
Creio nos limites. No desconhecido. Nos sentidos, no explicável, no conhecimento, técnica, prática e experiência. Valorizo isto. Creio além. No ilimitado. Nos valores, princípios, no espiritual. Na transcendência , na estética, na ética, no belo. Creio na força, no guerreiro, pura energia. Creio na transparência, no translúcido. Creio nas divergências porque é estímulo. É desafio.
Creio na convergência porque é ação cooperativa.
Tenho crença de fé por isso creio.
Creio na existência pelo simples fato de existir.
Tenho fé na vida. Por isto tenho crença. Na inovação porque pressupõe novos caminhos. Na adaptação porque põe o tempo a respirar a nosso favor. Conspirador porque proponho mudanças. Mutante porque busco consciência ampla, total, cósmica. Creio nas emoções. Em todas elas. Feias e belas. Valorizo a ciência como um dos caminhos. Qualifico e ouço a intuição com profunda humildade. Irmano-me na arte e na paixão. Busco a integração e congruência como eixo. Permito-me o avesso porque também é. Creio no absoluto e relativo. Creio na exuberância , no nada , no vazio. Creio na paz. Creio na descoberta incessante e sempre nova. Creio no encontro.
Na harmonia da natureza e dos seres.
Creio na ação espontânea pela possibilidade de escalar o impossível. Na proximidade do aconchego. No afeto e no amor. Creio na vida. Creio no homem porque crê.
No crédulo e no incrédulo por ser homem.
Creio no ser humano por ser humano.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

FERIAS NA TURQUIA - UM ESPANTO!



Então...


Você já foi a Turquia?


Que imagem rola em sua cabeça?


Então vá. Corra.


É surpreendente. Istambul - antiga Constantinopla - fascinante.


Estreito de Bósforo (Corno Dourado!) que se esparrama dividindo o Ocidente do Oriente.


Berço das civilizações: fenícios, gregos, romanos, otomanos, cristãos. Tá tudo lá.


Igreja de Santa Sofia ao lado da Mesquita Azul. Convívio de diferenças.


Povo hospitaleiro, alegre, festivo, e absolutamente limpo. Chama a atenção.


Táxis, Ônibus limpíssimos. Metrô de superfície limpo, povo com preferência vestindo camisas brancas, tênis alvíssimos (diferente aqui no Brasil, que os "mano" usam tênis tipo "couveflor encardido"!)


E Capadócia? Marte na Terra!


Fascinante.


O que que tem lá?


Na onda do Cristianismo: a casa de Nossa Senhora, a trilha de S.Pedro, o Monte Ararat (lembra da Arca de Noé?) , as cidades subterrâneas e as pinturas com os famosos ícones. UFA!


E a paisagem? Lunar.


Chega!!!




Vá!



SOMBRA





“Quem rejeitou seu demônio,importuna os outros
com seus anjos”. (Henri Michaux)

Desde quando eu venho te rejeitando , expulsando , negando?
Em pequeno, no despertar da tênue consciência espiritual , de enganosa fome imaginava o poder da luz sobre ti .
O fato da existência desta , o clamar incessante (OH! Senhor , OH! Senhor) expurgava magicamente a presença dos meus demônios interiores .
No alvorecer da maturidade , no hábito de habitar minha mente , tu te solidificas num rosto monstruoso , presença involuntária em minha mente , sonhos e pesadelos .
E agora , recente , no lumiar do após a meia idade, começo a te entender e deixar que venhas . E num aprendizado dolorido , aprendo a acolher-te como parte de mim .
Doce ilusão de mente mentirosa a enganar e a seduzir-me pela possivel facilidade .
E num espasmo de dor, constato que venho tentando a trilha da ilusão.
Pois bem . Bem-vinda seja.
Com toda a doçura de que é capaz o doce maior, te acolho!
Venha. Te recebo para que não me destruas .
Acolho em mim minha parte negada e rejeitada. Abro os braços e coração .
Mais do que isto , com mediocre compreensão e empenho do despertar de minha adormecida consciência.
Chega perto . Chega mais .



Que venha o meu Medo com seu manto de veludo preto , denso , sorrateiro . Grandioso em seu porte . Que faça parte de minha existência , com seu poder onipotente e me deixe acariciá-lo . Jamais se distancie pelas vãs tentativas de derrotá-lo em seu esplendor .
Apresenta-te com toda a tua alegoria . Ônix sublime . Num repique ensudercedor de bumbos , surdos e atabaques . Que tua dança alegórica envolva minha consciência e neste rodopio ensandecido eu possa acolher-te e se processe a mágica da transmutação .

Bem-vindos todos os meus Ressentimentos .
Incontáveis . Imensurável quantidade de pernas. Tantas quantas habitam a centopéia .
Rasteja em teu caminho viscoso , repleto de curvas , devorando tudo na passagem .
Fome incessante . Vem . Faz - te presente . Mostra que contigo eu me sinta desafiado ,não mais a superar-te, mas acolhendo e sabendo com humildade , contigo conviver .
Continua em teu percurso de sinos e chocalhos , de sons indecifráveis, martelando com constância minha mente de ti saturada .
Ensina-me a tirar partido . Não mais me provoques . Sem me sentir derrotado , abnego da possibilidade de competir contigo.
Meu coração disposto a te acolher , clama pela incessante e voraz fome de tua presença .

Hellas! Inveja Não mais nego tua existência .
AH! fáceis e fúteis projeções. Aproxima-te ereta , ícone sólido , denso e consistente tal qual uma rocha . Cristal facetado .Quantos sonos desperdiçados por ti . Como venho te tratando mal últimamente! Bem-vinda sejas em seu formato vigorozo e puro . Falo alado transpassando minhas névoas de ilusão .
O convite não é para que habites meu ser , pois é ele sua morada . Mais que isto. Permita saborear teu néctar e textura .

Deixa-me envolver em teu manto dourado e de mãos entrelaçadas , buscarmos a paz .
Abram todas as porteiras , janelas e espreitas . Soltem as amarras .

Que todos os batedores , sirenes e guardiões sejam poucos para juntos acolher-mos a Culpa em seu diáfano manto .
Que a chegada seja anunciada por todas as trombetas de meu universo interior.
Que a acolhida seja inesquecível . Uma grande marcha triunfal .
Que na praça da apoteose de meu mundo interior , tua evolução , em pura alquimia , seja transformada em todas as bandeiras de cores e formatos indescritiveis .
Que indescritivel seja a minha alegria de saber apreciar e conviver contigo .
Bem-vindas todas as sombras que não sei nominar , mas que habitam meu ser.
Que o caminho de minha consciência mostre maneiras de identificá-las e só então preparar hospedagem . E que a acolhida seja doce como doce é o mel .
Estarei atento a qualquer movimento .
Até mesmo na dança de uma pequena folha flutuando no ar .

sexta-feira, 17 de abril de 2009

TSUNAME ESTRAÇALHA O MODELO DE LIDERANÇA




E agora?
Como será o modelo de liderança a ser seguido e difundido como vencedor quando a gravíssima crise atual for embora e deixar, de novo, um “mar de gala”, com ondas absolutamente administráveis por bons surfistas!
A crise não se apresentou por si só, mas foi gerida por pessoas com enorme poder de influência global e inquestionável competência técnica na condução de seus negócios.
Onde iremos buscar um modelo sustentável e que apresente esperança de futuro, a ser seguido pelas próximas gerações, sem questionamentos ou rejeição?
Como continuar perseguindo e seguindo as práticas de gestão com origem no modelo americano vencedor de fazer negócios e com resultados irrefutáveis?
Como continuar convencendo executivos de países emergentes, como a denominada comunidade BRIC, a participar entusiasticamente de programas de MBA e outros, em grandes pólos de pesquisa e com sólidos conceitos de gestão, e em centros renomados de excelência em gestão, como a Universidade GM???
Será que a grande hora chegou e o modelo de liderança será substituído por outro paradigma que não seja somente sustentado no lucro, nos resultados imediatos e no aumento permanente dos PIBs dos países, dos planos estratégicos das Organizações e na constante e incessante busca do ser humano pela superação de suas expectativas e necessidades que parecem não ter limites e tampouco fim?
A discussão hoje sobre sustentabilidade e futuro, passa necessariamente pela dolorida revisão de nossa visão de mundo e claro – por nossos valores pessoais.
E quais serão os valores que irão sustentar o modelo de liderança do futuro?
Serão novos ou os bons e velhos valores que foram varridos para baixo dos nossos tapetes em nossas ricas salas-de-jantar?
Qual será o sentido do uso incessante de instrumentos que identificam perfis de líderes e em investimentos maciços na capacitação e desenvolvimento de gestores para melhorar sempre o desempenho e resultados de sua área, de sua equipe , de sua empresa?
Oras! Os resultados das grandes corporações – antes inquestionáveis – hoje olhadas com desconfiança, descrédito e com a necessária (?) interferência dos Estados, não são os melhores exemplos e nem servem de benchmark para mais ninguém que queira copiar padrões de excelência para sua empresa ou para seus líderes.
Bem, e agora?
Qual a próxima pergunta a ser formulada no mundo dos negócios e em especial no modelo vencedor de Liderança a ser seguido?
Será que o excesso de arrogância dará lugar à humildade?
A transparência e ética retoricamente manualizadas em códigos, pela simples e modesta conduta de honestidade?
O egoísmo exacerbado acobertado pela casca de um automóvel, congestionando e poluindo os grandes centros, e mais – servindo de proteção e arma - abrirá espaço para o respeito ao coletivo?
O pragmatismo exacerbado será substituído pelo encantamento do subjetivo?
A ânsia por resultados imediatos, pela compreensão que na natureza tudo tem um tempo – até para maturar um fruto – nos dará sabedoria para lidar com o tempo de modo diferente, diminuindo a doença da ansiedade, características da nova geração movida pelo mundo ir(real) do mundo virtual.
Os impactos dessa crise financeira /econômica terão efeitos e seqüelas em nossos corpos e mentes e oxalá em nossa visão de mundo.
E talvez em futuro próximo, em momentos semelhantes, as Organizações , através de seus lideres, ao invés de salvar as Organizações, despedindo milhares de colaboradores , façam de forma diferente: despeçam as Organizações para salvar as pessoas!

Whj
Abr/09

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O último Ogro


Uma Odisséia com muito louvor
Regurgitava sem parar.
Bastava uma sopinha de ervilha com bacon – Hummmm! No jantar e Paft!, acordava de madrugada quase sufocando, com a garganta ardendo e um gosto azedo na boca.
Nem tossir adiantava.
- Não te falei, traste, teimoso. E o que adianta ir ao médico. Ele também te avisou. “Tomar sopa e deitar é prato cheio pra regurgitar”. Urrava a companheira de mais de 25 anos, parceira e confidente do mesmo leito conjugal.
E aí era só sufoco. Levanta, tosse, toma água – e piora – tosse mais um pouco, bate a porta do banheiro, arrasta a Ryder pela casa, cachorro late. Um inferno.
E se não bastasse isso, o Ogro também sofria de
SII – Síndrome do Intestino Irritadiço.
Nova tormenta. Não podia nem cheirar pimentão que já sentia um ardume no baixo ventre.
E o dia de Páscoa era aquele inferno na casa da sogra, pois de antemão já sabia que teria o famoso prato bacalhau a portuguesa, com muito azeite, batatas e... “pra que por essa pôrra!” pimentão! E vermelho ainda!
“Ô sarna galega!”
E como fazer desfeita e negar a segunda porção que a insistente megera da sogra embuchava em seu prato.
A esposa já sabia. Pimentão nem na salada, pois o fato de relar na folha da alface já começava a arrotar.
Tinha herdado de sua santa mãe que não tolerava essa merda de artifício: “quem põe pimentão na comida não saber usar temperos, nem cozinhar”.
Tem gente que bota pimentão até em feijão, e mais, adora enfeitar os pratos nas bordas com rodelas de pimentão. Puta que pariu, que mania de pobre.
“Vá assentar laje, pôrra.
Essa merda de SII tinha descoberto sem querer há uns 5 anos atrás quando foi fazer uma endoscopia e o médico sentenciou: Síndrome do Intestino Irritadiço, e não tem cura, e operar é paliativo, não adianta, pois volta.
Sentenciou: dieta alimentar até o fim da existência.
Dieta alimentar se traduz por” nunca mais coma o que gosta e só coma umas merda sem sabor, sem graça”.
E não é só a pôrra do pimentão. Não posso nem relar em rabanete, banana nanica, pepino (nem o japonês) e como adoro tabule. Não posso nem passar perto.
E hoje misturei tudo. O almoço anual da chata da veia que insiste em fazer o mesmo prato há 200 anos do mesmo jeito, da mesma receita da pôrra da portuguesa da mãe dela com a sopinha bem leve de ervilhas. E ARH! Ninguém é de ferro e comi uns 15 pepininhos de aperitivo com uns rabanete a alho e óleo.
Uns parênteses nessa história. Este ano, por conta da crise a sogra substituiu o bacalhau por cação e claro! Tacou pimentão.
Ô carcamana!
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Quase trinta anos no mesmo ponto, no mesmo táxi –impregnado de suor no estofado, na flanela suja, nas maçanetas, no câmbio e até nas revistas encardidas – cortesia para meus clientes – suor que nem sentia, porque ninguém sente seu próprio suor – e no mesmo boteco na hora do almoço com os colegas, todos corintianos, esses manos da perifa.
Eu, descendente indireto de italiano, fanático pelo glorioso palestra Itália, Verdão do coração, tendo sempre que aturar as sacanagens e grosserias dos manos-da-perifa, quando o glorioso Verdão perdia ou o timão ganhava. Saco!
E toda a segunda a mesma ladainha e conforme o resultado do final de semana, a comida do boteco – sempre a mesma, o mesmo cardápio semanal, na segunda tutu a mineira – fazia mais mal e regurgitava sentado no banco encardido do meu glorioso Passat 72, num puta calor, sem ar condicionado e tendo que aturar os num-sei-que-lá, num-sei-que-lá de uns crientes de merda OQUÊ! OQUÊ! OQUÊ!
Ô meu! Num mereço.
E não tinha digestivo que desse conta . Acho até que está evoluindo para uma úlcera ou gastrite.
Não suporto leite. Meu organismo rejeita. É tomar um copo e correr pro banheiro. Maior disenteria.
E não vejo a hora de chegar em casa, lar, modesto, porém próprio, pago com muito custo, suor, sufoco, mas pago.
E ninguém é de ferro, tomar umas brejas antes da refeição da patroa – que bem sabe – de minhas limitações e a sopinha, ô delícia, mas nem mais ela, puta-que-pariu, e antes de esperar o regurgito da madrugada, não é que antes do sono tomar conta do corpão peludo e fedorento de suor de mais uma batalha doída nessa porra de trânsito de São Paulo, com essas putas das mulheres motoristas embaçando e falando no celular - como dizia-pensava, antes do sono abraçar , não é que as pernas dão uns pulos.
Eu que sempre achava que era o espírito que saía do corpo e recentemente descobri, lendo o caderno especial da Folha sobre Saúde e Beleza que também é uma Síndrome!
SPE – Síndrome da Perna Ensandecida.
Puta merda.
Cada uma. Vivendo e aprendendo. A medicina inventa cada coisa ultimamente. Uma hora não pode comer açúcar, outra hora pode. Uma hora é pra correr, depois é só andar. Café não pode, agora pode, Carne vermelha nem pensar.
E de porco Vije! Agora faz menos mal do que de vaca. Café, cafeína, chá brocha.
Ah! Puta-que-pariu.
Não vejo a hora de tomar meu caldo verde bem quente, assistir o jornal nacional e bumba! Cair de boca no sono e aguardar o próximo regurgito – sem antes de dar umas tremidas nas pernas pra mandar o espírito pra puta-que-pariu.
Que merda.

WHJ